segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Desembarques batem recorde histórico em 2010

Em 2010, os desembarques de passageiros de voos domésticos tiveram crescimento de 20,82% em relação ao total registrado em 2009, de 56 milhões. O acumulado no ano passado foi de 67,6 milhões, representando mais um recorde na série histórica, iniciada em 1993. Os dados são da Infraero.

Só no mês de dezembro, foram 6,4 milhões desembarques, o que significa um aumento de 20,83% na comparação com o mesmo período de 2009. O número registrado no mês passado é o novo recorde mensal da série histórica. Até o momento, a melhor marca havia sido a de outubro de 2010, com 6,1 milhões de desembarques.

Internacionais
– Os desembarques internacionais também apresentaram aumento recorde no ano passado. A movimentação chegou a 7,8 milhões, sendo 20,90% superior aos 6,5 milhões de desembarques verificados em 2009. No mês de dezembro, o número de desembarques foi de 689.800, o que representa um crescimento de 16,23% em relação ao mesmo período em 2009.

Os acumulados de 2010 superaram as expectativas do Ministério do Turismo – tanto nos voos domésticos, que eram de 65 milhões, quanto internacionais (sete milhões).

Roteiro Aracaju-Xingó reúne praias, serras, grutas e cânion lacustre

Praias, manguezais, lagoas, rios, serras, cavernas e cânions aguardam o turista entre Aracaju e Xingó, rota perfeita para praticar esportes de aventura e percorrer trilhas ecológicas entra a caatinga e às margens do rio São Francisco.

Dez municípios compõem o roteiro, que é uma experiência surpreendente e inesquecível: Aracaju, São Cristóvão, Laranjeiras, Itabaiana, Areia Branca, Nossa Senhora Aparecida, nossa Senhora da Glória, Monte Alegre, Poço Redondo e Canindé do São Francisco.

O percurso tem em torno de 230km, pela BR101 e SE230, com saída de Aracaju e parada final em Canindé. No caminho, vale a pena ver de perto aves de rapina no Parque dos Falcões e visitar a Grota do Angico, onde morreu Lampião, maior mito do cangaço nordestino. O Parque Nacional Serra de Itabaiana também integra o roteiro.

Mas, sem dúvidas, a principal atração é Cânion do Xingó, o quinto maior navegável do mundo. Ele é formado por um vale que chega a ter 170m de profundidade, com extensão de 65km e largura que varia entre 50m e 300m. O volume da água chega a 3,8 bilhões de metros cúbicos.
É um lindo passeio para se fazer de escuna ou catamarã. Em média, a duração dos passeios é de três horas. O trajeto é feito nas águas represadas da Usina Hidrelétrica de Xingó, e o contraste entre os imensos paredões de pedra e as belas águas espelhadas do Rio São Francisco impressionam os visitantes.

Outra dica é a Gruta do Talhado, ainda em Canindé do São Francisco. Ela leva esse nome porque suas rochas parecem talhadas à mão.
Para saber mais sobre o roteiro e os destinos que o compõem, acesse: http://www.turismosergipe.net/escolha-seu-destino/rota-do-sertao.

Conheça o que é permitido trazer na mala depois de uma viagem

Depois de uma viagem, ninguém quer ser parado na alfândega ou obrigado a se desfazer de algo que comprou. Para garantir que isso não aconteça com você, conheça o que é permitido levar e trazer do exterior para o Brasil, segundo a Receita Federal.

O que é proibido levar para o exterior

  • Peles e couros de anfíbios e répteis
  • Animais silvestres e outros insetos e seus produtos, sem guia de trânsito, fornecida pelo Ministério do Meio Ambiente
  • Quaisquer espécies aquáticas, em qualquer estágio de evolução, sem autorização do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
  • Sem autorização do Ministério da Cultura:
  • quaisquer obras de arte e ofícios tradicionais, produzidos no Brasil até o fim do período monárquico, as oriundas de Portugal e incorporadas ao meio nacional durante os regimes colonial e imperial e as produzidas no estrangeiro, nesses mesmos períodos, e que representem personalidades brasileiras relacionadas com a História do Brasil ou paisagens e costumes do País;
  • bibliotecas e acervos documentais, completos ou parciais, constituídos de obras brasileiras ou sobre o Brasil, editadas nos séculos 16 a 19;
  • coleções de periódicos com mais de dez anos de publicação, assim como originais e cópias antigas de partituras musicais.

O que é proibido trazer do exterior para o Brasil

  • Cigarros e bebidas fabricados no Brasil, destinados à venda exclusivamente no exterior
  • Cigarros de marca que não seja comercializada no país de origem
  • Brinquedos, réplicas e simulacros de armas de fogo, que com estas se possam confundir, exceto se for para integrar coleção de usuário autorizado, nas condições fixadas pelo Comando do Exército Brasileiro
  • Espécies animais da fauna silvestre sem um parecer técnico e licença expedida pelo Ministério do Meio Ambiente
  • Quaisquer espécies aquáticas, em qualquer estágio de evolução, sem autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
  • Produtos assinalados com marcas falsificadas, alteradas ou imitadas, ou que apresentem falsa indicação de procedência
  • Mercadorias cuja produção tenha violado direito autoral ("pirateadas")
  • Produtos contendo organismos geneticamente modificados
  • Agrotóxicos, seus componentes e afins
  • Mercadoria atentatória à moral, aos bons costumes, à saúde ou à ordem pública
  • Substâncias entorpecentes ou drogas

Esses bens, se trazidos pelo viajante, podem ser apreendidos pela Aduana. Conforme o caso, ele pode ser preso pelas autoridades brasileiras e processado civil e penalmente.

Compras e gastos

Para que os gastos com bens adquiridos em uma viagem internacional não sejam tributados, é preciso que se limitem à quantia de US$ 500 se a pessoa chegou por via aérea ou marítima. A quantidade cai para US$ 300 se a via foi terrestre, fluvial ou lacustre, em veículo não militar; e para US$ 150 quando o transporte foi realizado por via terrestre, fluvial ou lacustre em veículo militar.

Ainda nas lojas francas dos portos e aeroportos --duty free--, depois de desembarcar no Brasil, é permitido gastar mais US$ 500 com isenção de tributos.

As mercadorias compradas nos free shops devem respeitar também os limites quantitativos abaixo:

  • 24 unidades de bebidas alcoólicas, observado o quantitativo máximo de 12 unidades por tipo de bebida
  • 20 maços de cigarros de fabricação estrangeira
  • 25 unidades de charutos ou cigarrilhas
  • 250g de fumo preparado para cachimbo
  • 10 unidades de artigos de toucador
  • 3 unidades de relógios, máquinas, aparelhos, equipamentos, brinquedos, jogos ou instrumentos elétricos ou eletrônicos

Atenção: Vale lembrar que menores de 18 anos, mesmo acompanhados, não podem adquirir bebidas alcoólicas e artigos de tabacaria. É importante ressaltar também que os bens comprados em lojas francas brasileiras no momento da partida do viajante para o exterior, nas lojas duty free no exterior ou adquiridos em lojas, catálogos e exposições duty free dentro de ônibus, aeronaves ou embarcações de viagem têm o mesmo tratamento de outros bens adquiridos no exterior, passando a integrar a bagagem do viajante. Em resumo, essas mercadorias não aproveitam do benefício da isenção concedido no Brasil no momento da chegada do viajante.

Fonte: Site da Receita Federal.

domingo, 18 de julho de 2010

O ecoturismo como alternativa de desenvolvimento sustentável - Jan/05


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O mundo vê hoje o ecoturismo como uma forma de se alcançar altos lucros. Entretanto, tal concepção gera preocupação de não se ter a sustentabilidade tanto cultural, social, natural e econômica do local onde se vai desenvolver a atividade. Pois sem um planejamento adequado, às conseqüências serão impactos negativos para a comunidade receptora e para o ecossistema local. A atividade ecoturística, deve levar em consideração um planejamento adequado para o local, que contribuirá para a diminuição dos impactos ambientais causados na fauna e flora..

O crescimento do ecoturismo no Estado do Pará provoca a necessidade de levar ao conhecimento dos paraenses e do Brasil, a necessidade de se conservar a natureza, onde não apenas aqueles que estão envolvidos no Turismo se preocupam com o seu futuro, pois a cada dia muitos se envolvem com a questão e precisam conhecer um pouco mais o que a atividade ecoturística deve fazer para utilizar os recursos naturais e culturais de maneira sustentável.

Assim o objetivo deste artigo, é apresentar a todas as pessoas que estão envolvidas no contexto do ecoturismo, a relação de preservação versus desenvolvimento, através de atividades ecoturísticas. A metodologia será a qualitativa, pois a observação dos fenômenos sociais, implica a participação do pesquisador no universo onde ocorre o fenômeno escolhido (DENCKER, 1998, p.97). Neste trabalho, usou-se levantamento bibliográfico referente a desenvolvimento sustentável e ecoturismo.

Com isso, através do levantamento bibliográfico e sua interpretação, foi possível elaborar este artigo: "O ecoturismo como alternativa de desenvolvimento sustentável", pois tivemos a base teórica necessária para propiciar uma visão daquilo que pode ser benéfico para a sociedade em relação às atividades ecoturísticas.
O artigo após iniciar com a Introdução, aborda em seguida no Desenvolvimento do Tema com dois tópicos, são eles: Os conceitos de ecoturismo X Desenvolvimento sustentável, onde se desenvolvem os conceitos dos mesmos; e Atividades ecoturísticas que utilizam a alternativa do desenvolvimento sustentável, que além de mostrar as características dos projetos, também coloca a relação deles com o desenvolvimento sustentável. E na conclusão do artigo, estão as Considerações Finais, descritas pelo autor, que busca acima de tudo contribuir para o debate acadêmico sobre o ecoturismo e o desenvolvimento sustentável.

Os conceitos de ecoturismo X Desenvolvimento sustentável

O termo "ecoturismo" teve sua origem na década de 60 do século passado, pois foi usado para "explicar o intricado relacionamento entre turistas e o meio ambiente e culturas nos quais eles interagem" (HETZER, 1965 apud FENNELL, 2002, p. 42). Hetzer ainda identificou quatro características fundamentais a serem seguidas pelo ecoturismo, são elas: "(1) impacto ambiental mínimo; (2) impacto mínimo às culturas anfitriãs; (3) máximos benefícios econômicos para as comunidades do país anfitrião; e (4) satisfação "recreacional" máxima para os turistas participantes" (apud FENNELL, 2002, p.42). Com isso, o conceito de ecoturismo se desenvolveu, pois as sociedades passaram a se preocupar com os impactos negativos que praticavam ao meio ambiente, colocando em discussão novas formas de se praticar uma forma mais responsável de Turismo, por exemplo, o turismo relacionado ao meio ambiente e culturas de uma sociedade.

Após a publicação do Relatório de Brundtland em 1987, que teve como finalidades fazer um balanço do desenvolvimento econômico em nível mundial, destacar as principais conseqüências sócio-ambientais desse modelo de desenvolvimento, e propor algumas estratégias ambientais de longo prazo visando um desenvolvimento sustentável (CMMAD, 1991 apud SOUZA, 1994), o mundo tem buscado novas alternativas de enfatizar o desenvolvimento sustentável, pois tanto sua teoria quanto sua prática ainda estão em processo nas várias áreas do conhecimento. No Turismo umas das alternativas de desenvolvimento sustentável têm sido buscadas através do ecoturismo. Segundo Wearing e Neil, o ecoturismo surgiu, "[...] para oferecer uma opção de desenvolvimento sustentável a [...] comunidades [...], proporcionando um incentivo para conservar e administrar as regiões naturais [...] pode ser uma alternativa à extração voraz de recursos florestais [...]" (2001, p. VII - VIII).

Os autores caracterizam o ecoturismo como sendo a resposta aos problemas causados pela falta de um desenvolvimento sustentável, mostrando assim ser a alternativa possível. Isto porque os autores consideram que o ecoturismo pode vir a diminuir a exploração dos recursos florestais, gerar lucro e receita para administrar as áreas de proteção, e dessa forma, efetivar o discurso do desenvolvimento sustentável.

Para Lindberg e Hawkins ecoturismo, "é satisfazer o desejo que temos de estar em contato com a natureza, é explorar potencial turístico visando à conservação e desenvolvimento, é evitar o impacto negativo sobre a ecologia, a cultura e a estética" (1999, p. 18). Os autores tentam explicar que o contato do ser humano com a natureza, causa impactos de várias formas e por isso o ecoturismo deve centralizar seus esforços na conservação e desenvolvimento do meio ambiente. Mas é claro que alcançar esse objetivo não é fácil, pois o impacto negativo provocado pela exploração turística pode, por exemplo, extinguir algumas espécies de animais silvestres.

Mas para Molina o autêntico ecoturismo, "não é um produto a mais no mercado [...] sim [...] um turismo de nova geração, regido por um conjunto de condições que superam a prática do turismo convencional de massas" (2001, p. 160). O autor destaca que o ecoturismo é uma nova concepção de Turismo que supera as práticas convencionais, considerando-o como novo, devido às características que apresenta de conservação e educacional. Isto não quer dizer que o mesmo deixe de precisar dos serviços básicos existentes no Turismo de massas. Entretanto, tais serviços devem ter funções diferentes, ou seja, um planejamento que esteja adequado às condições da realidade local.

Wearing e Neil (2001), afirmam que o ecoturismo envolve quatro elementos fundamentais, 1) noções de movimento ou viagem (a área deve ser o mais natural possível); 2) baseia-se na natureza; 3) induz à conservação; 4) tem papel educativo. Esses fundamentos priorizam a idéia de mitigar impactos ao meio ambiente e conscientização ambiental. Os princípios básicos que esses autores colocam são vários, tais como estimular a compreensão dos impactos do Turismo sobre o meio natural, cultural e humano. Entretanto o que se pode destacar é a busca por tomada de decisões planejadas em todos os segmentos da sociedade, inclusive com o envolvimento das populações locais, de modo que o Turismo e outros usuários dos recursos naturais e culturais possam utiliza-los considerando que eles têm uma finitude.

Em se tratando de ecoturismo, Ruschmann considera como sendo estruturais para o desenvolvimento sustentável dos recursos ou localidades turísticas, as seguintes medidas, "[...] determinar restrições de acesso e desenvolvimento; impor cotas ou custos extras que limitem a instalação de equipamentos receptivos; delegar poder de decisão às autoridades competentes, responsabilizando-as [...] pelas decisões que envolvem o desenvolvimento" (1994, p. 35). Essas medidas colocadas por Ruschmann, buscam dar uma base para se formar um desenvolvimento sério do ecoturismo, pois somente através de critérios técnicos - científicos não surgirão planos de desenvolvimento, como ocorreu na década de 60 do século passado na Amazônia, impostos pelo Governo Federal e portanto sem o envolvimento das comunidades.

O ecoturismo pode ser caracterizado também como sendo um meio para o aumento da compreensão dos valores ambientais. Isto devido à mudança do modo como a natureza é vista pela sociedade. Para se alcançar um equilíbrio entre ser humano e natureza, é preciso verificar a sustentabilidade, a conservação e o fortalecimento da comunidade receptora de atuação do ecoturismo. Esses seriam alguns princípios básicos a se seguir.

A demanda de Turismo para áreas naturais e selvagens é grande, e continua a crescer, porém, os empresários que exploram a atividade do Turismo nessas áreas, não se preocupam em incluir no planejamento das atividades, a comunidade local. O ideal seria que as comunidades dos locais explorados, tivessem participação efetiva do desenvolvimento da atividade. Isso devido na maioria das vezes, haver o perigo da imposição cultural dos turistas que irão freqüentar o local das atividades turísticas.

Para se buscar uma nova abordagem da atividade turística, o ecoturismo é de fundamental importância, já que oferece um meio alternativo às práticas operacionais do Turismo. O ecoturismo não será uma nova "indústria" praticada na natureza, mas sim uma forma de dar vivência ao indivíduo ou grupo, afetando suas atitudes, valores e ações nesse ambiente. Com isso, pretende-se conduzir as pessoas a manterem os ambientes naturais e fortalecer as comunidades receptoras, objetivando a sustentabilidade e conservação de ambos.

Contudo, apesar do ecoturismo ser uma ferramenta a favor do desenvolvimento sustentável, algumas comunidades não têm obtido os benefícios esperados, pois o objetivo colocado em prática tem sido o lucro imediato e não o desenvolvimento através dos princípios defendidos pelo ecoturismo. Esse problema ocorre não apenas com empresários, mas também com governos de países que vêem no ecoturismo uma solução para os problemas de desenvolvimento, ou seja, usam-no para suprir a falta de empregos e conseguir capital para infra-estrutura. Dessa forma, se faz necessário elaborar novas estratégias de gestão, para separar o ecoturismo do turismo de massa, pois esta é a visão que alguns países têm sobre o mesmo, não observando a participação da comunidade local nesses planos.

Sobre esta questão Neiman critica o ecoturismo, pois "de nada adianta fazer ecoturismo [...] se não há estudos de capacidade de suporte [...] infra-estrutura adequada e não - impactante, [...] normas que regulamentem e excluam empresas especializadas [...]" (2002, p. 178). Assim, entende-se que é preciso cumprir várias etapas antes de se ter o ecoturismo funcionando de maneira correta e como alternativa do desenvolvimento sustentável, pois os elementos colocados pelo autor, ainda não estão vigorando e talvez demore de acontecer, assim o ecoturismo não irá se desenvolver, pois enquanto esses dilemas prevalecerem tudo permanecerá igual. Para alcançar todos os aspectos levantados por Neiman, é preciso iniciar estratégias de planejamento para poder alcança-los.

Pode-se perceber que o desenvolvimento sustentável é o tipo de desenvolvimento que pode se buscar no ecoturismo, pois são conceitos correlatos, visto que a definição e o fim de ambos estão interligados, propiciando desde então mecanismos para o desenvolvimento das comunidades. Esses mecanismos seriam as estratégias e planos elaborados pelos empresários e governos, baseados na sustentabilidade e conservação utilizados no ecoturismo, que tem por objetivo a participação das comunidades locais nesse processo, causando assim o desenvolvimento sustentável para todos os envolvidos.

Atividades ecoturísticas que utilizam a alternativa do desenvolvimento sustentável

Podemos citar assim, como exemplo de uma atividade ecoturística voltada para o desenvolvimento sustentável, o Projeto Mamirauá onde a sustentabilidade tem dado certo com o desenvolvimento da economia local. Pois a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá foi a primeira unidade de conservação desta categoria implantada no Brasil, em 1997, sendo fundada pelo biólogo José Márcio Ayres, mas seu início se deu em 1990 como uma Reserva Ecológica. Agora a mesma é um Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (2004), devido decreto de 7 de julho de 1999, tendo como dois de seus principais objetivos promover o desenvolvimento sustentável em articulação com a população local e também conservar e preservar o meio ambiente Amazônico na Região do médio Solimões, onde está localizado o projeto.

Segundo Lemos (1996, p. 151), o ecoturismo é "[...] a rede de serviços e facilidades oferecidas para a realização do turismo em áreas com recursos turísticos naturais, sendo considerado também um modelo para o desenvolvimento sustentável da região". Mas é preciso levar em consideração vários aspectos importantes no desenvolvimento do ecoturismo, como por exemplo, integrar o turismo ao meio ambiente mediante uma arquitetura adaptada; preservar e valorizar o patrimônio natural, histórico e cultural das comunidades no qual a atividade seja desenvolvida; deve haver a participação das comunidades locais e a conscientização das populações locais, empreendedores turísticos e dos turistas da necessidade de proteger o patrimônio como um todo.

O potencial de uma atividade ecoturística, também pode ser visto no Estado do Amazonas, pois o ecoturismo como meio de sustentação da comunidade do município de Silves está sendo beneficiada desde 1994, com a construção de um hotel através da Associação de Silves pela Preservação Ambiental e Cultural (ASPAC) e a World Wildlife Fund (WWF), chamado de Aldeia dos Lagos, que se tornou auto-sustentável gerando um lucro de R$ 25 mil, causando assim investimentos no manejo e fiscalização da reserva dos lagos que compõem a região. Este projeto visou dessa forma, recuperar e conservar os estoques de peixe que estava ameaçada pela pesca comercial (WWF, 2004). Essa iniciativa, somente reforça a idéia que projetos de ecoturismo bem planejados, executados e monitorados, com o apoio de Organizações Não - Governamentais (ONG), empresários conscientes de seu papel na sociedade e o envolvimento da comunidade, proporcionam realmente a estratégia de desenvolvimento sustentável.

Considerações Finais

Na atualidade o Turismo é uma das atividades econômicas mais importantes, onde se destaca o segmento do ecoturismo. Este por sua vez torna-se uma atividade que tem direta relação com o desenvolvimento sustentável, haja vista que ele tem interdependência com os setores econômicos, sociais, ambientais e culturais, objetivando a preservação dos recursos naturais e culturais, com vista a garantir a sustentabilidade da comunidade local onde é desenvolvido.

Com base nas colocações acima mencionadas, este artigo apresentou através dos dois exemplos das atividades ecoturísticas, como o Projeto Mamirauá e a Associação de Silves pela Preservação Ambiental e Cultural (ASPAC), a visão de que estes projetos contribuem com a sustentabilidade da sociedade em que atuam, pois buscam utilizar os princípios do ecoturismo como uma alternativa do verdadeiro desenvolvimento sustentável, caracterizado em suas ações como: recuperar e conservar os estoques de peixe que estavam ameaçados e também conservar e preservar o meio ambiente das comunidades locais do seu entorno.

O crescimento do turismo no Brasil


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O desenvolvimento econômico do Brasil com a implantação do Plano Real foi uma das principais razões para o crescimento do mercado turístico no País. Com o desenvolvimento da nova moeda brasileira, implantada em 1º de julho de 1994, o Brasil cresceu socio-economicamente de forma que a população passou a ter noção do poder de compra da moeda - no início de sua implantação 1 (um) Real equivalia a 1(um) Dólar Americano - podendo assim fazer planejamentos e gastos no setor do turismo.

Interessados nesse crescente desenvolvimento econômico, os governantes começaram a articular projetos relacionados ao turismo, visando um aumento dessa atividade de forma que pode-se gerar divisas econômicas, acarretando geração de emprego, aumento de renda e uma maior arrecadação de impostos.

Mais tarde, com a mudança da política cambial e a desvalorização do Real, ocorreu uma grande transformação no setor. O Brasil se tornou um atrativo barato para os estrangeiros e além disso, houve um aumento bastante significativo do turismo interno.

O aumento do turismo interno dar-se, além de outros fatores, a maior importância dada ao tempo livre e a necessidade cada vez maior que o indivíduo tem de se desvincular das atividades rotineiras e estafantes do dia a dia. O ser humano começa a sentir a necessidade de um contato maior com a natureza e o meio rural, inicia-se a prática do ecoturismo, turismo rural e posteriormente do agroturismo.

Com o desenvolvimento do turismo estrangeiro no Brasil, o País começa a intensificar sua divulgação no exterior mostrando um pouco de sua cultura e riqueza patrimonial, passa a desenvolver novos projetos (PNMT - Programa Nacional de Municipalizacão do Turismo e o Programa Nacional do Ecoturismo) engajados na questão da qualidade de vida da população local, que sem dúvida, também contribuem para o crescimento e aperfeiçoamento da atividade turística.

O crescimento do mercado turístico no Brasil se dá ao crescente desenvolvimento socio-econômico que está surgindo devido a implementação e a intensificação da atividade turística no País. O Brasil está se tornando, ainda de forma tímida, porém lúdico, um mercado turístico competitivo e bastante atrativo. Já são inúmeros os investimentos no setor turístico (nacional e estrangeiro), em infra-estrutura básica e turística.

O setor privado está investindo cada vez mais no segmento turístico, porém, é necessário uma visão macro desse mercado. É preciso saber que o lucro não pode ser almejado imediatamente; não há atividade turística sem as premissas básicas: infra-estrutura de acesso, qualificação profissional, segurança, empreendimentos diferenciados e qualidade no atendimento, enfim, planejamento.

Não basta investimentos em equipamentos hoteleiro, se não houver profissionais qualificados ao atendimento do turista, que está cada vez mais exigente. É necessário inovar na apresentação do Brasil ao exterior, visto que é um país extremamente rico em potencial natural e cultural, precisa ser explorado de maneira inteligente, rentável e significativo.

É necessário investir em outros segmentos do turismo de tal forma que o turista possa se interessar em explorar outras atividades desvinculadas do turismo de massa (sol e mar), como por exemplo o ecoturismo.

Além do dispêndio financeiro da iniciativa privada, temos grandes projetos sendo elaborados e implantados pelo Governo (Ministério do Esporte e Turismo, Embratur, Secretarias de Estados, entre outros), em municípios que possuem atrativos turístico em potencial, em restauração de alguns monumentos e cidades que possuem um patrimônio histórico, cultural e ambiental ainda não explorados turisticamente (Diamantina - MG).

Além dos investimentos que têm sido feitos para aumentar o crescimento econômico da atividade turística, ainda há muito o que fazer:

- É necessário ampliar as linhas de crédito para o investimento no setor;
- Ampliar a capacidade de vôos particulares (vôos chartes);
- Liberação dos cassinos;
- Desenvolver projetos de educação ambiental nas escolas de ensino fundamental;
- Resolver a questão das férias repartidas, diminuindo assim a sazonalidade de algumas regiões brasileiras.

O turismo no Brasil ainda caminha a passos curtos e projeção longínqua; precisa ser avaliado e planejado de forma que possa competir por igual com outros países que não possuem a dimensão da matéria prima que possuímos, mas por questão de gestão e profissionalismo estão no patamar dos países mais requisitados turisticamente.

PORTO BELO

Em Destaque

Semana Internacional de Gastronomia

Durante o evento, que vai de 24 a 31/07, restaurantes preparam menus especiais. Na programação, workshops com chefs renomados.

www.semanadegastronomia.com.br

Foto: Aureo Berger
Várias marinas espalham-se ao longo da baía de Porto Belo, formada por praias de águas calmas e cristalinas, perfeitas para um passeio de barco. O roteiro completo leva ainda à ilha que dá nome à cidade, com excelentes pontos de mergulho e atrações históricas e culturais. Fique atento ao calendário, uma vez que os tours costumam acontecer somente entre os meses de outubro e março.

Verão: Movimento é garantido nos meses mais quentes
Foto: Aureo Berger

Rústicas, praias do Estaleiro e Caixa D'Aço têm acesso por trilhas fáceis

A maioria dos visitantes opta pelas escunas na hora dos passeios. São muitos os roteiros, mas para não deixar nada de fora, escolha o que inclui as praias Caixa D'Aço, Estaleiro, Bombas, Bombinhas, Sepultura e a ilha de Porto Belo. A opção agrada tanto a quem só quer sombra e água fresca como aos mais aventureiros.

A ilha é o ponto alto do passeio. Considerada um verdadeiro parque temático natural, reúne pinturas rupestres, trilhas subaquáticas e o Eco-Museu Univali, com uma coleção de fósseis de 20 mil anos - os destaques ficam por conta do esqueleto de uma baleia-de-bryde, com 13 metros de comprimento; e do crânio de toxodonte, um herbívoro da Era Glacial que pesava mais de uma tonelada. Para relaxar, siga para os restaurantes e quiosques que oferecem cadeiras, guarda-sóis, bebidas e petiscos à beira-mar.

Acessíveis também por trilhas, as bonitas praias de Estaleiro e Caixa D'Aço merecem atenção especial. A primeira, a 13 quilômetros (e dez minutos de trilha), é uma das mais tranqüilas e rústicas, protegida por pedras e costões cobertos com vegetação nativa. A areia branca e o mar transparente, perfeito para banhos e mergulhos, completam o visual. Já Caixa d'Aço, a 11 quilômetros (cinco minutos de trilha), é cercada por morros baixos e tem pequena faixa de areia. No verão, os bares flutuantes garantem a alegria dos turistas.

Fazer compras também é um bom programa em Porto Belo. Na Casa do Turista, uma lojinha apresenta as peças produzidas pelos artistas locais. Também fazem sucesso as cachaças e os licores de coco, café, chocolate e ervas fabricados no tradicional alambique do Pedro Alemão, em atividade desde a década de 60.

Quem visita a região fora da temporada de verão é brindado com um saboroso evento: a Semana Internacional de Gastronomia, que acontece no final de julho, com participação de renomados chefs do país. As delícias exclusivas do período se estendem também para os restaurantes das vizinhas Itapema e Bombinhas.
SERRA DOS ÓRGÃOS - RJ
Serra dos Órgãos
Informações
Atrações Turísticas
Créditos: Caminhos Geológicos / Gov. do Estado do Rio de Janeiro
Informações
O Parque Nacional da Serra dos Órgãos, criado em 1939, é o terceiro parque mais antigo do país e ajuda a proteger a excepcional paisagem e a biodiversidade deste trecho da Serra do Mar na região serrana do estado do Rio de Janeiro. São 20.030 hectares protegidos nos municípios de Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapimirim.

A grande variação de altitude com picos possuindo mais de 2.000 metros a poucos quilômetros da Baía de Guanabara gerou grande diversidade de habitats e espécies endêmicas (que só ocorrem nesta região). Na Serra dos Órgãos a fauna e flora são bastante diversificadas sendo que existem 2.668 espécies de plantas catalogadas, 462 espécies de aves, 83 de mamíferos e 82 répteis e 102 anfíbios.

Além da beleza e da importância da conservação de suas espécies, o PARNASO é um dos melhores locais do país para a prática de esportes de montanha e ecoturismo, como escalada, trekking, rapel e outros, tornando-a conhecida como a capital nacional do montanhismo no Brasil.

As montanhas dessa região serrana, destacam-se o Dedo de Deus, 1.692 metros em forma de uma mão fechada com o indicador erguido lembrando uma mão apontando para o céu, a Pedra do Sino, com 2.263 metros, a Pedra da Cruz, com 2.130 metros, São Pedro, com 2.234 metros, São João, com 2.100 metros e Cara de Cão com 2.180 metros.

Entre os animais mais ameaçados estão o Muriqui (Brachyteles arachnoides), o maior primata das Américas e um dos cinco mais ameaçados do planeta. Atualmente acredita-se que existam apenas cerca de 1.500 exemplares da espécie fragmentada em áreas remanescentes da Mata Atlântica. No Parque Nacional da Serra dos Órgãos existem algumas centenas de exemplares que permanecem protegidas nas áreas mais remotas e densas da Serra dos Órgãos.

■ INFRA-ESTRUTURA
Centro de Visitantes Museu von Martius
Localizado em antigo casarão de fazenda colonial, está localizada na sede Guapimirim. O museu expõe acervo que homenageia o botânico alemão von Martius, que esteve na região no século XIX e a destacou como a mais bela floresta que já vira.

Centro de Visitantes Cenário Verde
Localizada na Sede Teresópolis, posui informações sobre o parque, com exposição permanente com temática ambiental e maquete da área do Parque.

Camping e Abrigos
O Parque possui um abrigo de montanha (Abrigo 4 na Pedra do Sino) e três áreas de camping (2 em Guapimirim e 1 em Teresópolis) com banheiros, lava-louças e mesas. O camping selvagem é permitido somente na área do Abrigo 4 e nos Castelos do Açu.

Como Chegar
De Carro:
Pela Linha Vermelha sentido baixada ou pela Av. Brasil entrar no acesso à BR-040 (Rodovia Washington Luiz), e seguir pela BR-040 (Rodovia Washington Luiz) e depois pela BR-116 (Estrada Rio-Teresópolis)

De Ônibus:
Rodoviário Novo Rio (Rio de Janeiro)
Viação Teresópolis

Créditos: IBAMA e ICMbio